INFORMATIVO Nº 02 - 21/Ago
 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Saturday, 21 August, 2010  
 

Consenso pela eleição direta na
ANFIP demonstra maturidade

A II Convenção Extraordinária da ANFIP, que está sendo realizada em Brasília, aprovou logo no primeiro dia de votações aquela que deverá ser considerada a medida de maior impacto de todo o evento: a instituição de eleições diretas, a partir de 2013, para a composição do Conselho Executivo, do Conselho Fiscal e para a Presidência da Entidade.

A inovação quebra um paradigma de 60 anos – desde a fundação da ANFIP –, e a forma como a proposta foi votada e aprovada demonstra grande maturidade por parte dos convencionais, que chegaram ao consenso após amplo debate do tema. Essa nova modalidade de votação, aliás, foi um dos itens de recente pesquisa feita entre os associados, que, em sua grande maioria, se manifestaram a favor das eleições diretas. Com isso, chega-se a uma decisão considerada a melhor para a categoria dos auditores-fiscais da Receita Federal do Brasil.

Em outra demonstração de maturidade, os convencionais decidiram também que haverá um processo de transição para a nova modalidade. Ou seja: embora a medida entre em vigor, em sua plenitude, somente em 2013, o processo de votação será diferente já por ocasião das próximas eleições, no ano que vem, com a eleição do presidente da ANFIP e do Conselho Fiscal diretamente pelos convencionais. Pelo sistema que vigorou até então, o presidente da ANFIP era escolhido pelo Conselho Executivo eleito na própria Convenção, ou seja, por um colegiado menor do que aquele constituído pela totalidade dos convencionais, que representam todos os associados.

Auditor-fiscal recém filiado elogia
decisão por eleição direta

Em depoimento espontâneo feito da tribuna da II Convenção Nacional Extraordinária, o auditor-fiscal Douglas Fonseca Coutinho, oriundo da extinta Receita Federal e que se associou recentemente à ANFIP, elogiou a decisão da categoria a favor da instituição da eleição direta para o Conselho Executivo, o Conselho Fiscal e para a Presidência da entidade.

Douglas disse que estava apreensivo e chegou até a pensar em se desfiliar caso a eleição direta não fosse aprovada pelos convencionais, uma vez que cerca de 82 por cento dos associados já se pronunciavam pela nova modalidade de eleição. “A ANFIP tem um glorioso passado e a perspectiva de um grande futuro”, elogiou, observando que a eleição direta não pode ser considerada uma “panacéia”, mas que, sem dúvida, é um passo muito importante tomado pela categoria. “Quero dar meus parabéns por esse passo pela construção de uma ANFIP melhor para todos”, frisou, comprometendo-se a atuar como um “soldado” em sua contribuição “para que essa casa complete mais 60 anos”.

Ex-presidentes recebem homenagem

Os ex-presidentes da ANFIP presentes à II Convenção Nacional Extraordinária foram homenageados hoje (21), logo após o término da plenária realizada pela manhã. A homenagem foi feita em razão dos grandes serviços prestados em prol da consolidação e fortalecimento da ANFIP.

Presidente da Fundação ANFIP fala sobre atividades da entidade

O presidente da Fundação ANFIP de Estudos da Seguridade Social, Floriano Martins de Sá Neto, comentou, no início das deliberações de hoje (21), durante a II Convenção Extraordinária da ANFIP, sobre os acordo firmados pela entidade com a Receita Federal do Brasil (RFB) e a Advocacia-Geral da União (AGU). “Entendemos que, com esses acordos, os associados poderão fazer treinamentos de capacitação, seminários e cursos que aperfeiçoarão a rotina de trabalho”, ressaltou.

Durante a II Convenção, a Fundação montou um estande em que faz a divulgação da página da entidade na Internet, demonstrando ainda inovações que estão sendo implementadas, como a reativação de um banco de colaboradores da Fundação ANFIP, inicialmente destinado somente aos auditores-fiscais. O banco de dados possibilitará que os auditores se cadastrem e contribuam com estudos a serem utilizados como ferramenta de trabalho. Outra novidade é a renovação do sistema de legislação, o Legisnet, que está em fase de etapa final.

Acordos – Os Acordos de Cooperação firmados com a RFB e a AGU têm a finalidade de estabelecer cooperação técnico-científica e cultural e intercâmbio de conhecimentos, informações e experiências. Os convênios objetivam ainda o desenvolvimento institucional, mediante a implementação de ações, programas e projetos, além de atividades complementares de interesse comum, entre os órgãos e a entidade.

Convencionais e participantes falam sobre o primeiro dia do evento

Durante o segundo dia da II Convenção Extraordinária da ANFIP, que acontece até amanhã (22), no Hotel Nacional, em Brasília, a entidade ouviu alguns convencionais e participantes sobre o que eles acharam dos trabalhos realizados e dos resultados alcançados no evento. Confira abaixo, em ordem alfabética, os depoimentos cedidos pelos colegas associados:

Ariovaldo Cirelo (SP) – Foi reconhecida por todos os participantes a necessidade de mudar a forma das eleições na ANFIP. Houve um grande avanço com as diretas em 2013 e a decisão não poderia ter sido de outra forma, tendo em vista o tempo necessário para que se formalizasse o regulamento dessa alteração. O ponto alto da convenção foi o comportamento do plenário de forma democrática ao conduzir as discussões e decisões que, mesmo com debates acalorados, chegou às melhores decisões.

Clemilce Sanfim Cardoso Affonso de Carvalho (RJ) – “A realização desta Convenção respeita uma decisão tomadas pelos convencionais, que está dentro da tese 8. A proposta preparada pelo grupo (da tese 8) está sendo analisada e votada, o que levará à modernização e dinamização das atividades da ANFIP.”, ressaltou. Para ela, “outras teses apresentadas para o evento agregam à entidade outros produtos e serviços que, igualmente, fortalecerão esta respeitada entidade de 60 anos de existência”.

Jonilson Carvalho de Oliveira (RN) – “A II Convenção Extraordinária representa um momento excelente para o crescimento da entidade. As deliberações realizadas no evento, segundo ele, contribuem para a história da ANFIP e para que os associados possam, cada vez mais, ter uma entidade forte e representativa não só para os auditores-fiscais, mas no âmbito de permitir contribuições ao país.

Kátia Viana Coelho de Souza (DF) – “O primeiro dia foi surpreendente. A grande maioria dos convencionais já estava na expectativa de que uma mudança mínima já seria difícil de ser aprovada, mas o interesse da categoria e dos associados falou mais alto e atendeu a pesquisa de opinião que a ANFIP realizou sinalizando para as eleições diretas”.

Maruchia Mialik (PR) - A II Convenção Extraordinária é um momento excelente para a ANFIP, tendo em vista a importância de se deliberar sobre ações que inovem a entidade e que demonstrem a preocupação em acompanhar os avanços do país. “A ANFIP deu um passo muito avançado ao aprovar as eleições diretas, sinal de que está acompanhando todo o progresso e a evolução do país, sem perder sua característica essencial”. A Convenção, para Maruchia, representa um marco na história da entidade.

Paulo Sérgio Ramos Nicolao (ES) – “O momento é oportuno para os debates em torno de uma associação mais moderna e eficiente. Esta Convenção é fundamental para que aconteçam reformas que estão no contexto de tornar a ANFIP uma entidade mais forte para os auditores-fiscais que já são associados e para os novos associados, apresentando seu trabalho e seus produtos.”

Pedro Dittrich Júnior (SC) – “Esta convenção aprovou uma decisão das mais importantes na história da ANFIP, por ter feito a transição do processo eleitoral de seus órgãos do sistema indireto para a eleição direta, a ser realizada por todos os associados a partir de 2013. Essa proposta foi também um marco por ter sido aprovada pela unanimidade dos convencionais presentes.”

Roswílcio José Moreira Góis (BA) – “A II Convenção Extraordinária representa um momento decisivo na história da ANFIP. A ideia dos associados é tornar a entidade uma associação de forma mais democrática. Com as alterações que já foram aprovadas, a ANFIP atende o desejo de um grande número de pessoas que queriam uma democratização maior da entidade”.

Vilson Antonio Romero (RS) – “Esta Convenção representa um marco na história da entidade. Com todas as articulações envolvendo diversos grupos foi possível construir e realizar as eleições diretas para 2013. Esta Convenção vai ficar registrada na história da ANFIP por ter dado uma guinada na tradição de 60 anos da entidade. Será criada uma aproximação com a base eleitora, permitindo uma “oxigenação” da entidade e, principalmente, atendendo ao anseio dos associados.”

Gramado, no RS, é sede da próxima Convenção

A cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul, foi eleita para sediar a Convenção Nacional da ANFIP que será realizada em 2011. Esta foi uma das decisões da II Convenção Nacional Extraordinária, que está sendo realizada em Brasília. A cidade gaúcha foi eleita por unanimidade.

 
                 ATENÇÃO: Para sair da lista envie um e-mail para informatica@anfip.org.br