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	<title>Tributário &#8211; ANFIP Nacional</title>
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	<title>Tributário &#8211; ANFIP Nacional</title>
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	<item>
		<title>Senado aprova regulamentação da reforma tributária e texto retorna à Câmara</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Daiana Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2025 16:21:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[+ NOTICIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Tributário]]></category>
		<category><![CDATA[Tributos e Previdência]]></category>
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					<description><![CDATA[O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (30/9), por 51 votos a favor, 10 contrários e 1 abstenção, o substitutivo do senador Eduardo Braga (MDB/AM) ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024, que regulamenta a segunda etapa da reforma tributária sobre consumo e outros pontos da Emenda Constitucional 132. Como sofreu alterações, a proposta volta...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #000000;">O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (30/9), por 51 votos a favor, 10 contrários e 1 abstenção, o substitutivo do senador Eduardo Braga (MDB/AM) ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024, que regulamenta a segunda etapa da reforma tributária sobre consumo e outros pontos da Emenda Constitucional 132. Como sofreu alterações, a proposta volta agora para análise da Câmara dos Deputados.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #000000;">O texto aprovado trata da governança, fiscalização e regras do novo sistema tributário, incluindo a criação do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS e o ISS, e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal. O Comitê será responsável pela arrecadação e distribuição do IBS entre estados e municípios.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #000000;">Durante a tramitação no Senado, o relator avaliou cerca de 200 novos pedidos de alteração, além das mais de 500 emendas apresentadas anteriormente. Entre as mudanças acatadas estão a atualização do cálculo da alíquota de referência do IBS, a ampliação de isenções para pessoas com deficiência, ajustes na tributação de heranças e a redução de alíquotas para instituições de ciência e tecnologia, bem como novas regras para plataformas digitais e para o chamado imposto seletivo sobre produtos nocivos à saúde.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #000000;">Apesar das pressões, a emenda nº 523, que buscava conceder status de autoridade fiscal a servidores administrativos e fragilizar a definição de autoridade fiscal no Código Tributário Nacional, não foi aprovada.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #000000;"><strong>Atuação da ANFIP </strong>&#8211;<strong> </strong>Durante toda a tramitação do PLP 108/2024 no Senado, a ANFIP Nacional esteve mobilizada para preservar as atribuições exclusivas dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #000000;">O presidente Miguel Arcanjo Simas Nôvo e o vice-presidente de Administração, Antonio Carlos Silveira, realizaram articulações parlamentares, reunindo-se com senadores e apresentando argumentos técnicos contra as Emendas 523 e 524, que buscavam conceder status de autoridade fiscal a servidores administrativos e fragilizar a definição de autoridade fiscal no Código Tributário Nacional.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #000000;">No relatório final, a Emenda 523 não foi acatada e a Emenda 524, do Senador Plínio Valério, que suprime a definição de autoridade fiscal introduzida no Código Tributário Nacional, foi acolhida parcialmente, com os devidos ajustes e circunscrita ao âmbito do IBS, sendo transposta para o próprio corpo do PLP (art. 4º, § 8º).</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #000000;">A segue firme sua atuação ANFIP, em conjunto com demais entidades representativas dos fiscos federal, estaduais e municipais, para garantir a manutenção das prerrogativas da carreira e evitar insegurança jurídica no sistema tributário.</span></p>
<p style="font-weight: 400;"><span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=10067103&amp;ts=1759325011960&amp;disposition=inline" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm%3D10067103%26ts%3D1759325011960%26disposition%3Dinline&amp;source=gmail&amp;ust=1759421570946000&amp;usg=AOvVaw3J81I5CDxu4dlhLlVW1P0a">Leia aqui a parecer aprovado.</a></strong></span></p>
<p><span style="color: #000000;">Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado.</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ANFIP debate criação da Semana Nacional da Previdência Social</title>
		<link>https://www.anfip.org.br/assuntos-tributarios-e-previdenciarios/previdencia/anfip-debate-criacao-da-semana-nacional-da-previdencia-social/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daiana Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 16:37:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[+ NOTICIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Previdência]]></category>
		<category><![CDATA[Tributário]]></category>
		<category><![CDATA[Tributos e Previdência]]></category>
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					<description><![CDATA[O vice-presidente de Assuntos da Seguridade Social da ANFIP, Wanderson Dias Ferreira, participou, nesta segunda-feira (1º/9), de audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, que debateu a criação da Semana Nacional da Previdência Social, proposta pelo Projeto de Lei 2783/2022, de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS), que também presidiu a...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;">O vice-presidente de Assuntos da Seguridade Social da ANFIP, Wanderson Dias Ferreira, participou, nesta segunda-feira (1º/9), de audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal, que debateu a criação da Semana Nacional da Previdência Social, proposta pelo Projeto de Lei 2783/2022, de autoria do senador Paulo Paim (PT/RS), que também presidiu a reunião.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Paim, ao iniciar a sessão, lembrou o centenário da Lei Eloy Chaves (1923), considerada marco histórico da Previdência no Brasil, e destacou os desafios atuais do sistema diante das reformas recentes, da pressão do mercado financeiro e das mudanças nas relações de trabalho, especialmente com o avanço da inteligência artificial. “A Previdência Social não é problema, é solução. É um dos pilares do Estado do bem-estar social, mecanismo de distribuição de renda, de estímulo à economia e de proteção contra os riscos sociais”, afirmou.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O diretor do Departamento de Regime Geral da Previdência Social do Ministério da Previdência, Eduardo da Silva Pereira, ressaltou a importância de conscientizar os trabalhadores sobre a necessidade de contribuir regularmente, sobretudo diante da fragmentação do mercado de trabalho e da precarização das relações laborais. “Temos observado nos últimos anos, especialmente entre 2014 e 2022, que tivemos uma redução no número de contribuintes da Previdência. Esse número caiu, depois subiu de novo, mas chegamos a 2022 com o mesmo número de contribuintes que tínhamos em 2014”, alertou.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Para ele, a Semana da Previdência pode ser um espaço institucional relevante para disseminar informações, orientar e estimular as pessoas a contribuírem para a previdência, por meio da educação previdenciária, e ampliar a transparência do sistema.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Números da Seguridade Social </strong>&#8211; </span><span style="color: #000000;">Representando a ANFIP Nacional, Wanderson Dias Ferreira destacou o papel da Seguridade Social como elemento essencial de coesão social, lembrando que seu financiamento não se restringe às contribuições sobre a folha de pagamento, mas também aos orçamentos da União, estados e municípios, além de outras contribuições sociais previstas na Constituição Federal.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Wanderson Ferreira apresentou os dados da 25ª edição do livro <em>Análise da Seguridade Social</em>, elaborado pela Associação e pela Fundação ANFIP, que apontam o impacto das renúncias fiscais sobre o financiamento da Previdência. “Somente em 2024, as desonerações representam R$ 94 bilhões a menos para a Previdência Social. No total da Seguridade, as renúncias alcançaram R$ 290 bilhões, recursos que poderiam elevar a arrecadação para R$ 1,6 trilhão”, explicou.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">O vice-presidente também observou avanços recentes, como o crescimento da arrecadação e da formalização do trabalho, mas alertou que os ganhos ainda não são suficientes para enfrentar os desafios estruturais do sistema. “O debate sobre a Previdência deve ser feito com base em dados concretos e não em narrativas ideológicas. Só assim será possível avançar na construção de soluções sustentáveis”, defendeu.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A <strong>publicação completa</strong>, em versão digital, pode ser acessada <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://www.anfip.org.br/wp-content/uploads/2025/08/Analise-Seguridade-2024.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a></strong></span>.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>PL 2783/2022 </strong>&#8211; </span><span style="color: #000000;">A Semana Nacional da Previdência Social, conforme prevê o projeto, terá como objetivos estimular a filiação ao sistema previdenciário brasileiro, fomentar a formalização do trabalho, conscientizar a população sobre direitos e riscos sociais, além de ampliar a transparência das informações.</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Também participaram do debate: Elizângela Costa da Silva, vice-presidente da Comissão de Direito Previdenciário e Seguridade Social da OAB/DF; Leonardo Gomes Fonseca, diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Seguro Social e Previdência Social no Estado de São Paulo (SINSSP-BR); Floriano Martins de Sá Neto, diretor de Assuntos Parlamentares do Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional); Luciano Wolffenbuttel Véras, diretor da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps); Pedro Armengol, secretário-adjunto de Relações de Trabalho da Central Única dos Trabalhadores; e Patrícia Bettin Chaves, Defensora Pública Federal da Defensoria Pública da União (DPU).</span></p>
<p><span style="color: #000000;">A audiência pública foi transmitida ao vivo e está disponível para acesso no canal da <strong>TV Senado do Youtube</strong>. Clique <span style="color: #0000ff;"><strong><a style="color: #0000ff;" href="https://www.youtube.com/live/b3Xbxvkpj1k?si=tmTs0xFFk2mmvZQh">aqui</a></strong></span> e confira todas as palestras na íntegra.</span></p>
<hr />

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			</item>
		<item>
		<title>Projeto de lei prevê isenção de IRPF para quem recebe até R$ 5 mil</title>
		<link>https://www.anfip.org.br/assuntos-parlamentares/projeto-de-lei-preve-isencao-de-irpf-para-quem-recebe-ate-r-5-mil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ludmila Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2025 19:52:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PARLAMENTAR]]></category>
		<category><![CDATA[Parlamentar]]></category>
		<category><![CDATA[Tributário]]></category>
		<category><![CDATA[Tributos e Previdência]]></category>
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					<description><![CDATA[Em cerimônia no Palácio do Planalto, foi assinado, nesta terça-feira (18/3), o Projeto de Lei que prevê isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. O projeto segue para deliberação do Congresso Nacional e, se aprovado, entra em vigor em 2026. Atualmente, a faixa de isenção é...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Em cerimônia no Palácio do Planalto, foi assinado, nesta terça-feira (18/3), o Projeto de Lei que prevê isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês. O projeto segue para deliberação do Congresso Nacional e, se aprovado, entra em vigor em 2026.</p>
<p style="font-weight: 400;">Atualmente, a faixa de isenção é de R$ 2.259,20. Com a ampliação do limite, cerca de 10 milhões de pessoas deixarão de pagar imposto de renda. O impacto no orçamento do próximo ano deve chegar aos R$ 26 bilhões.</p>
<p style="font-weight: 400;">O texto prevê ainda desconto parcial para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. A redução ocorrerá conforme os seguintes exemplos:</p>
<p style="font-weight: 400;"> Renda de até R$ 5 mil por mês: Isento</p>
<p style="font-weight: 400;"> Renda de R$ 5.500 por mês: 75% de desconto</p>
<p style="font-weight: 400;"> Renda de R$ 6 mil: 50% de desconto</p>
<p style="font-weight: 400;"> Renda de R$ 6.500: 25% de desconto</p>
<p style="font-weight: 400;"> A partir de R$ 7 mil: sem redução.</p>
<p style="font-weight: 400;">Como compensação, o texto prevê uma tributação mínima e progressiva para altas rendas. Nesse caso, se a soma de toda a renda recebida no ano, incluindo salário, aluguéis, dividendos e outros rendimentos for menor que R$ 600 mil, não há cobrança adicional. Se passar deste valor, aplica-se uma alíquota progressiva, como nos exemplos abaixo:</p>
<p style="font-weight: 400;"> Renda anual de R$ 600 mil: sem imposto mínimo a pagar</p>
<p style="font-weight: 400;"> Renda anual de R$ 750 mil: alíquota de 2,50% (imposto a pagar de R$ 18.750)</p>
<p style="font-weight: 400;"> Renda anual de R$ 900 mil: 5% (R$ 45 mil)</p>
<p style="font-weight: 400;"> Renda anual de R$ 1,05 milhão: 7,50% (R$ 78.750)</p>
<p style="font-weight: 400;"> Renda anual de R$ 1,2 milhão: 10% (R$ 120 mil)</p>
<p style="font-weight: 400;">Com relação a distribuição de lucros e dividendos, a proposta do governo é que haja taxação na fonte a uma alíquota de 10%. A retenção valerá para acionistas domiciliados no Brasil e no exterior.</p>
<p style="font-weight: 400;">No caso da cobrança no Brasil, ela se dará sobre pessoas físicas quando houver distribuição superior a R$ 50 mil mensais. Já no exterior, a cobrança alcançará pessoas físicas e jurídicas e será sobre qualquer montante.</p>
<p style="font-weight: 400;">Em ambos os casos, a tributação efetiva da pessoa física e da pessoa jurídica, somadas, não poderá ultrapassar 34% (no caso de empresas em geral), 40% (para seguradoras) ou 45% (para empresas do setor financeiro). Caso haja tributação acima deste patamar, haverá devolução no exercício seguinte, no momento de ajuste anual &#8211; tanto para o acionista domiciliado no Brasil como no exterior.</p>
<p style="font-weight: 400;">O Planalto esclareceu, por meio de perguntas e respostas, os principais pontos do projeto, confira <strong><a href="https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2025/03/perguntas-e-respostas-entenda-os-principais-pontos-do-pl-que-amplia-para-r-5-mil-a-faixa-de-isencao-do-imposto-de-renda" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2025/03/perguntas-e-respostas-entenda-os-principais-pontos-do-pl-que-amplia-para-r-5-mil-a-faixa-de-isencao-do-imposto-de-renda&amp;source=gmail&amp;ust=1742412911093000&amp;usg=AOvVaw2jhE6CP35xDcUxHhCuI2f_">aqui</a></strong>.</p>
<p style="font-weight: 400;"><em>Com informações da Consillium.</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PLP 68/24: ANFIP realiza trabalho parlamentar em defesa das atribuições dos Auditores Fiscais</title>
		<link>https://www.anfip.org.br/assuntos-tributarios-e-previdenciarios/assuntos-tributarios/plp-68-24-anfip-realiza-trabalho-parlamentar-em-defesa-das-atribuicoes-dos-auditores-fiscais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[@luana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Dec 2024 21:16:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tributário]]></category>
		<category><![CDATA[Tributos e Previdência]]></category>
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					<description><![CDATA[Atribuições dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (RFB) estão comprometidas por alterações do Senado no Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/24, que trata da regulamentação da reforma tributária sobre o consumo. O texto foi aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (17/12). O presidente Miguel Nôvo e os vice-presidentes Gilberto Pereira...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Atribuições dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (RFB) estão comprometidas por alterações do Senado no Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/24, que trata da regulamentação da reforma tributária sobre o consumo. O texto foi aprovado pelo Plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (17/12). O presidente Miguel Nôvo e os vice-presidentes Gilberto Pereira (Executivo) e Margarida Lopes de Araújo (Serviços Assistenciais) estiveram presentes na Casa realizando trabalho parlamentar em defesa da categoria.</p>
<p>Alterações realizadas pelo Senado aos art.  323, 327 e 329 do Substitutivo atribuem a fiscalização no âmbito da União a autoridades fiscais das administrações tributárias, em vez de delimitá-la exclusivamente ao Auditor Fiscal da RFB, conforme estava previsto na redação anteriormente aprovada pela Câmara.</p>
<p>Apesar da articulação intensa junto aos deputados, houve acordo do Colégio de Líderes para que o texto que retornou do Senado fosse votado na íntegra. O projeto agora segue para sanção presidencial.</p>
<p>A ANFIP seguirá acompanhando a pauta de perto para garantir as atribuições dos Auditores Fiscais da RFB. A mudança traz riscos jurídicos, pois não encontra respaldo na legislação federal vigente.<strong> </strong>Conforme previsto na Lei 10.593 e na Lei 13.464, a constituição do crédito tributário é competência privativa dos Auditores Fiscais da RFB, e somente são autoridades tributárias e aduaneiras os ocupantes do cargo de Auditor Fiscal da RFB. A reversão do quadro é essencial para evitar conflitos normativos e assegurar a estabilidade jurídica em relação à validade dos atos praticados, especialmente no que tange à fiscalização e cobrança da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS).</p>
<p>Antes da votação foram contatados diversos parlamentares para reivindicar apoio para que rejeitassem as alterações do Senado. Entre eles os deputados Mauro Benevides Filho (PDT/CE), José Guimarães (PT/CE), Rogério Correia (PT/MG), Antonio Brito (PSD/BA), Fernando Mineiro (PT/RN), Gervásio Maia (PSB/PB), Pedro Campos (PSB/PE) e Reginaldo Lopes (PT/MG), relator da matéria. Miguel Nôvo também dialogou com o secretário extraordinário da reforma tributária, Bernard Appy.</p>

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		<title>Senado aprova regulamentação da reforma tributária</title>
		<link>https://www.anfip.org.br/assuntos-tributarios-e-previdenciarios/assuntos-tributarios/senado-aprova-regulamentacao-da-reforma-tributaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ludmila Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Dec 2024 12:41:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tributário]]></category>
		<category><![CDATA[Tributos e Previdência]]></category>
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					<description><![CDATA[Os senadores concluíram em Plenário, nesta quinta-feira (12/12), a regulamentação da reforma tributária sobre o consumo (PLP 68/24). O texto volta à Câmara dos Deputados com novas hipóteses de redução dos futuros tributos (CBS e IBS), como na conta de água e com mais itens na cesta básica. O projeto foi aprovado com 49 votos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="font-weight: 400;">Os senadores concluíram em Plenário, nesta quinta-feira (12/12), a regulamentação da reforma tributária sobre o consumo (PLP 68/24). O texto volta à Câmara dos Deputados com novas hipóteses de redução dos futuros tributos (CBS e IBS), como na conta de água e com mais itens na cesta básica. O projeto foi aprovado com 49 votos favoráveis e 19 contrários.</p>
<p style="font-weight: 400;">No Plenário, o relator Eduardo Braga (MDB-AM) emitiu sua última avaliação sobre as solicitações dos parlamentares. Entre elas, Braga incluiu os serviços funerários no regime de tributação diferenciada e outra para aperfeiçoar as compras governamentais. Ele informou que acatou várias emendas que deram maior segurança jurídica ao projeto e outras pontuais, como para o setor artístico e combustíveis para fins de transporte.</p>
<p style="font-weight: 400;">Braga comprometeu-se em estudar um tratamento tributário adequado para as franquias, que ficaram fora do projeto de lei complementar. Também informou seu compromisso em estudar e negociar uma legislação específica sobre a desoneração da folha para o setor de serviços já em 2025.</p>
<p style="font-weight: 400;">Só no Plenário, foram apresentadas 64 novas emendas, das quais 16 foram acatadas. Não foram aprovados nenhum dos três destaques [quando a inclusão ou retirada de um trecho do relatório é decidida por votação dos senadores]. Isso acabou mantendo, na rodada final, uma das decisões que despertaram maior polêmica na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ): a retirada de armas e munições do Imposto Seletivo (IS). Uma outra decisão aprovada na CCJ excluiu as bebidas açucaradas da sobretaxa.</p>
<p style="font-weight: 400;">Segundo Braga, em seu pronunciamento na Tribuna, o texto moderniza o sistema tributário, o que refletirá em um “novo ambiente de negócios” para o país, proporcionando crescimento econômico. Lembrou que a justiça social foi o grande norteador para suas escolhas na relatoria.</p>
<p style="font-weight: 400;">O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, disse ao final da sessão que recaiu sobre as costas de um só senador, Eduardo Braga, uma “das matérias mais complexas e difíceis da história do Parlamento”. Elogiou o preparo do senador para atender os outros parlamentares e ouvir os mais variados setores da economia e da sociedade brasileira.  O texto chegou no Senado em julho, mas sofreu atrasos na CCJ. Em “esforço concentrado”, Braga concluiu seu primeiro relatório na segunda-feira (10) e apresentou ao colegiado na terça-feira (11), que aprovou o substitutivo na quarta-feira (12) com modificações após oito horas de reunião.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Alíquotas</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Nos debates em Plenário, os senadores de oposição voltaram a criticar o projeto de regulamentação e a reforma tributária aprovada, insistiram que haverá aumento da carga tributária atual. O senador Rogerio Marinho (PL-RN) afirmou que o texto aprovado aumentará a alíquota-padrão e que o país terá o maior IVA [Imposto sobre Valor Agregado] do mundo. Considerou que a reavaliação das alíquotas em 2030 para garantir o máximo de 26,5% [trava aprovada na Câmara para a alíquota-padrão] está num período muito distante, levando em conta as alíquotas já estimadas.</p>
<p style="font-weight: 400;">Marinho tentou incluir mecanismos para assegurar a alíquota-padrão em 25% nos primeiros meses após a sanção do projeto. Mas o destaque foi rejeitado por 33 senadores.</p>
<p style="font-weight: 400;">Para Braga, a modernização e as tecnologias a serem utilizadas vão reduzir a sonegação, as fraudes e o contencioso fiscal; tirará pessoas da informalidade e movimentará a economia do país, aumentando a arrecadação e viabilizando uma alíquota inferior à trava aprovada no texto da Câmara.</p>
<p style="font-weight: 400;">O aumento da alíquota-padrão em razão de novas exceções ocorre para compensar a arrecadação governamental. A alíquota dos novos tributos (CBS e IBS) só será definida em futura lei. Sua arrecadação deve ser a mesma obtida com os tributos atuais [Pis, Cofins, IPI, ICMS e ISS] que serão extintos. A complexidade do sistema atual, conforme os especialistas, dificulta a comparação entre a alíquota dos novos tributos e a dos tributos vigentes.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Imposto reduzido</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Diversos outros bens e serviços foram incluídos na redução de 60%. É o caso de: água mineral; fraldas; biscoitos e bolachas, desde que não tenham recheio ou cobertura e que não tenham manteiga ou cacau; castanhas brasileiras, como a do Pará e de caju; saneamento; serviços de gravações de vídeo ao vivo; serviços de artistas como fotografias, escultura e gravuras; atividades de condicionamento físico, entre outros.</p>
<p style="font-weight: 400;">Outras vantagens aprovadas são a redução de 8,5% para 5% do tributo específico para Sociedades Anônimas de Futebol e a retirada de gestoras de fundo patrimonial dos contribuintes dos tributos, com relação aos seus investimentos.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Cashback</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">A devolução dos tributos por meio do mecanismo de cashback incluirá gastos com internet e telefonia. Todo o valor pago em CBS e 20% em IBS serão devolvidos para famílias com renda de até meio salário mínimo por membro — o que corresponde a R$ 706 atualmente. Antes, a devolução seria definida futuramente, com piso mínimo de 20%.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Remédios</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">A lista de remédios isentos dos tributos será definida em futura lei complementar. A Câmara dos Deputados listou mais de 300 remédios com isenção, com a possibilidade de chegar a quase 600, no Senado.</p>
<p style="font-weight: 400;">Os medicamentos devem ser para tratamentos de câncer, Aids, doenças “negligenciadas”, vacinas e soros. Além disso, devem ter o preço máximo estipulado de acordo com a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que é uma tabela de referência nas compras do setor público, segundo Braga.</p>
<p style="font-weight: 400;">Os medicamentos fora da lista terão alíquota reduzida em 60%. Mas para compras do programa farmácia popular, pela administração pública e por algumas entidades beneficentes, a isenção é para todos os remédios.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Cesta básica</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">A Cesta Básica Nacional de Alimentos (CBNA), com desoneração total, chegou ao Senado com 22 itens, dos quais apenas o óleo de soja foi retirado (agora com 60% de redução dos tributos). Mantém-se carne, queijo e o óleo de babaçu, agora o único óleo na CBNA.</p>
<p style="font-weight: 400;">Na lista, entram farinhas e massas utilizadas por pessoas com algumas doenças identificadas no “teste do pezinho” (aminoacidopatias, por exemplo), além do mate e de fórmulas infantis utilizadas para pessoas com erros inatos de metabolismo.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Armas</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Os senadores confirmaram o resultado da votação na CCJ na quarta-feira: armas e munições ficam de fora do Imposto Seletivo (IS). Desta forma, as armas terão uma carga tributária inferior à atual, na avaliação de Braga. O imposto seletivo será cobrado uma única vez em produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente.</p>
<p style="font-weight: 400;">Em votação acirrada no Plenário, 33 senadores pediam a volta da incidência, contra 32 senadores. No entanto, era preciso apoio da maioria absoluta, 41 senadores.</p>
<p style="font-weight: 400;">Um outro destaque rejeitado buscava assegurar isenção em passagens aéreas internacionais.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>“Imposto do pecado”</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Na versão aprovada pelo Senado, o IS ocorrerá na extração de minérios, ao invés da exportação, como veio da Câmara dos Deputados.</p>
<p style="font-weight: 400;">A alíquota máxima será de 0,25% na extração, mas será zerada se for a operação envolver gás natural para que seja usado em processo industrial. Durante a sessão, os senadores incluíram na excepcionalidade os “combustíveis para fins de transporte”. Também foi incluída a revisão anual da alíquota específica (quando não é cobrado em porcentagem) pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado para medir a inflação.</p>
<p style="font-weight: 400;">Cigarros, bebidas alcóolicas, refrigerantes e água mineral poderão ser atingidos pelo modelo da substituição tributária, que cobra os tributos no início ou no meio do processo produtivo. O modelo possui facilidades para a administração pública, como a facilidade na fiscalização, mas pode ser prejudicial ao setor. A substituição tributária havia sido extinta pela reforma tributária.</p>
<p style="font-weight: 400;">Os demais itens escolhidos pelos deputados para o IS permanecem, como as loterias, as bebidas alcoólicas e os cigarros. Quanto às bebidas alcoólicas, uma futura lei poderá aliviar a alíquota, ainda a ser definida, para pequenos produtores de bebidas, por exemplo, de cervejas artesanais.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Região Norte</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Três novos benefícios foram aprovados para empresas incentivadas da Zona Franca de Manaus (ZFM) ou das Áreas de Livre Comércio (ALC). Trata-se da previsão de créditos presumidos — mecanismo que permite “desconto” nos débitos fiscais — para operações em que não há cobrança de tributos. No entanto, só será possível para negócios com o poder público ou para importação de materiais revendidos na região.</p>
<p style="font-weight: 400;">Outro benefício foi alongar a existência das ALCs até o ano de 2073, ao invés de até 2050, equiparando à ZFM. As ALCs promovem o comércio em cidades dos estados de Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia e Roraima.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Imóveis</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Como aluguel e compra de imóveis não pagam ICMS atualmente, representantes do setor de imóveis ouvidos na CCJ temiam os resultados da cobrança da CBS e do IBS. Para minimizar o impacto, os senadores aumentaram para R$ 600 o “desconto” no valor do aluguel a ser tributado. Na versão dos deputados o redutor social era R$ 400.</p>
<p style="font-weight: 400;">Além disso, o tributo será 70% menor que a alíquota-padrão, no lugar de 60%. Dessa forma, por exemplo, um aluguel de R$ 1.500 terá R$ 75,60 de tributos, considerando a estimativa de alíquota-padrão de 28% do governo federal. Na versão dos deputados, a tributação seria de R$ 123,20.</p>
<p style="font-weight: 400;">Outra novidade é que a obrigação de arcar com o IBS e a CBS será apenas no momento do pagamento do aluguel, enquanto o texto original previa também no momento de vencimento do boleto. Assim, o tributo não será devido caso o inquilino atrase o aluguel.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Comitê Gestor</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">Braga apontou que a implementação do PLP será testada em 2026. Mas as empresas não terão que pagar o Fisco durante o período, mas apenas emitir o valor do tributo destacado na nota fiscal. Daí para frente, a administração pública verificará a viabilidade do novo sistema, que será totalmente implementado em 2033.</p>
<p style="font-weight: 400;">Para isso, Braga incluiu no texto parte do PLP 108/2024, que está parado no Senado, para instituir um Comitê Gestor temporário e independente, que durará até o fim de 2025. O Comitê também criará o regulamento único do IBS na sua vigência.</p>
<p style="font-weight: 400;"><strong>Tempo de análise</strong></p>
<p style="font-weight: 400;">O projeto recebeu o total de 2235 emendas, possui mais de 530 artigos e 23 anexos. Foram realizadas 13 audiências públicas na CCJ, além de 21 debates na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) durante o segundo semestre.</p>
<p style="font-weight: 400;">Este é o primeiro dos projetos que regulamenta a reforma tributária e refere-se à tributação sobre o consumo instituída pela Emenda Constitucional 132, de 2023. No âmbito da reforma tributária, ainda é esperada a reforma sobre a renda e o patrimônio, ainda sem propostas apresentadas.</p>
<p style="font-weight: 400;"><em>Fonte: Agência Senado</em></p>
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