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	<title>Memória &#8211; ANFIP Nacional</title>
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	<title>Memória &#8211; ANFIP Nacional</title>
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		<title>II Convenção Nacional – 1969</title>
		<link>https://www.anfip.org.br/memoria/ii-convencao-nacional-1969/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ludmila Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Dec 2018 20:02:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[II Convenção Nacional – 1969 Associação vai se consolidando Brasília sediou a segunda convenção num momento que marca a efetiva consolidação da carreira na busca por melhores condições de trabalho Após a realização da I Convenção Nacional, que representou uma grande vitória do idealismo da ANFIP com a tônica de debates voltada para o administrativo-jurídico,...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">II Convenção Nacional – 1969</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Associação vai se consolidando</strong></p>
<p style="text-align: center;"><em>Brasília sediou a segunda convenção num momento que marca a efetiva consolidação da carreira na busca por melhores condições de trabalho</em></p>
<p>Após a realização da I Convenção Nacional, que representou uma grande vitória do idealismo da ANFIP com a tônica de debates voltada para o administrativo-jurídico, ou seja, para “arrumar a casa”, a II Convenção Nacional dos Fiscais e Inspetores de Previdência enfatizou os “problemas reivindicatórios”. O evento aconteceu em Brasília (DF), de 16 a 19 de julho de 1969, no auditório do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).</p>
<p>É importante destacar que pouco antes da II Convenção, o Conselho Executivo da ANFIP foi recebido pelo ministro do Trabalho, Jarbas Passarinho, a quem foi feita longa exposição oral e entrega de documento que alertava a administração para a “situação funcional e denunciava a burocracia, o papelório e a falta de objetividade na execução e no comando do nosso trabalho”.</p>
<p>As reivindicações feitas incluíam a unificação dos quadros da Fiscalização do Trabalho e da Previdência; a fusão, em uma única denominação, das diversas séries de classe que compunham a Fiscalização do Trabalho e da Previdência; a regulamentação de atribuições que espelhassem a amplitude e a complexidade das atribuições da carreira; a definição de uma estrutura administrativo-fiscal que permitisse o pleno aproveitamento das qualidades individuais e da potencialidade do grupo; a adequação dos métodos e dos instrumentos de trabalho a um programa objetivo de ação fiscal; a inclusão, nos proventos da aposentadoria, de toda a remuneração e vantagens percebidas pelos servidores da Fiscalização do Trabalho e Previdência; e o enquadramento e escalonamento definitivos da série de classes da unificação pretendida.</p>
<p>Durante a II Convenção Nacional, sete comissões foram criadas para a análise de teses, propostas e demais documentos pertinentes. A Comissão do Item I tratou da Organização da Classe; do Item II, Serviços Sociais; o Item III, Condições de Trabalho, Segurança e Comando; o Item IV abordou a Consolidação de Normas, Sistemas e Métodos de Fiscalização; o Item V, Problemas Gerais da Previdência Social; o Item VI, Níveis Salariais; e o Item VII debateu assuntos gerais.</p>
<p>As Comissões aprovaram o total de nove teses com os títulos “Unificação da inspeção do Trabalho e Previdência Social”, “Modernização da Administração Fiscal da Previdência”, “Financiamento de veículos para os fiscais e inspetores de Previdência”, “Orientação de serviço, criando novo boletim de produção fiscal”, “Ação Fiscal – Projeto de Lei e Decreto”, “Escolha de sede e forma de pagamento da gratificação adicional”, “Memorial ao Ministro do Trabalho e Previdência Social”, “Boletim de Produção Fiscal” e “Treinamento, aperfeiçoamento e especialização”.</p>
<p>As teses e resoluções aprovadas serviram de base para a formulação de dezesseis resoluções da II Convenção, das quais destacamos:</p>
<p>I – Alterar os Estatutos da ANFIP, visando a adequação da Entidade aos legítimos interesses da classe; II – Reconhecer que a unidade da classe é óbvia e imediata consequência das necessidades individuais e que a independência da associação é o limite da dignidade do grupo; III – Recomendar o esforço de todos os Fiscais e Inspetores de Previdência no sentido de prestigiar a associação e, sobretudo, dela participar; IV – manifestar sua satisfação pela elevação do diálogo mantido pela Associação e a Administração do INPS; V – Colaborar com o Ministério do Trabalho e Previdência para que se efetive a unificação da Fiscalização da Previdência com a Inspeção do Trabalho; VI – Sugerir à Administração do INPS que os cargos de chefia e assessoramento da linha de fiscalização e arrecadação sejam ocupados por Fiscais e Inspetores de Previdência; VII – Propor alterações da Lei Orgânica da Previdência e do Regulamento Geral da Previdência Social para valorização da ação fiscal; VIII – Pugnar pela introdução de meios, modos e métodos que correspondam à racionalização da Fiscalização e à integração administrativa, funcional, estrutural e humana do sistema arrecadador-fiscal do INPS e MTPS; IX – Defender o aperfeiçoamento da Fiscalização; X – Condenar os prejuízos advindos dos excessos burocráticos na realização da produção fiscal; XI – Reiterar repulsa ao sistema de aferição de produtividade pela simples somas de cargas burocráticas; XII – Encaminhar ao INPS propostas de convencionais; XIII – Renovar o salário produtividade; XIV – Reivindicar tratamento humano para os servidores encanecidos [veteranos] no trabalho fiscal e reivindicar a inclusão, nos proventos da aposentadoria, das remunerações e vantagens percebidas pelos fiscais e Inspetores da Previdência e Inspetores do Trabalho.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Memória</title>
		<link>https://www.anfip.org.br/memoria/2355/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comunicação Anfip]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Dec 2018 01:11:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160; &#160; &#160; &#160; &#160; O Senhor Pode Entrar (Nuno da Cunha Lobo Souto Maior-Rio de Janeiro/RJ Bento Ribeiro, estação da Estrada de Ferro Central do Brasil, no Rio de Janeiro, bem pacata, ensolarada e com dúzias de empregadores filiados à Previdência. Em geral, pequenas oficinas de reparos em automóveis, algumas padarias, uma alfaiataria e...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.anfip.org.br/wp-content/uploads/2018/12/memoria.png" data-rel="lightbox-image-0" data-rl_title="" data-rl_caption="" title=""><img decoding="async" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-2356" src="https://www.anfip.org.br/wp-content/uploads/2018/12/memoria.png" alt="" width="900" height="338" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="conteudo1">
<p style="font-size: 11px; margin-bottom: 0;">
<h2 style="margin: 1px 0px; color: #303466;">O Senhor Pode Entrar</h2>
<h3 style="margin: 1px 0px; color: #686460;">(Nuno da Cunha Lobo Souto Maior-Rio de Janeiro/RJ</h3>
<p><a href="https://www.anfip.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Noticia_P_0_10_10_2017_11_20_43.jpg" data-rel="lightbox-image-1" data-rl_title="" data-rl_caption="" title=""><img decoding="async" loading="lazy" class="alignleft size-full wp-image-2359" src="https://www.anfip.org.br/wp-content/uploads/2018/12/Noticia_P_0_10_10_2017_11_20_43.jpg" alt="" width="299" height="448" /></a></p>
<h3 style="margin: 1px 0px; color: #686460;"></h3>
<p style="text-align: justify;">Bento Ribeiro, estação da Estrada de Ferro Central do Brasil, no Rio de Janeiro, bem pacata, ensolarada e com dúzias de empregadores filiados à Previdência. Em geral, pequenas oficinas de reparos em automóveis, algumas padarias, uma alfaiataria e três lavanderias. Tudo modesto e beirando à inatividade naquela metade do século. Dentre as lavanderias ou tinturarias, uma situava-se em uma rua perpendicular à Carolina Machado, fazendo esquina com outra rua esquecida no tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Examinando o CFE, naquele tempo uma fichinha de ¼ do tamanho ofício, em cartolina, foi constatado que havia mais de três anos na situação SE, sem empregados, o que não fazia sentido. Se fosse verdade, já era para estar falido, visto não haver movimento para fazer face às inevitáveis despesas de manutenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Em visita fiscal, foi chamada a atenção do titular, lusitano (naquele tempo ainda havia muita empresa dirigida por português), alto, magro, careca e atencioso:</p>
<p>&#8211;    Doutor (o fiscal é sempre doutor, formado ou não), é verdade, empregado não os tenho e se os tivesse, o doutor pode acreditar em mim, estariam todos registrados. Mas se o doutor quiser, pode entrar.</p>
<p>Essa última frase, “pode entrar”, acompanhada por um largo gesto, também foi dita em tom mais alto do que o da conversação normal. “Pode entrar”, repetiu o Sr. Antônio mais algumas vezes.<br />
O fiscal ponderou que não havia necessidade de tal invasão na parte residencial da tinturaria. Tinha certeza da existência de mais gente trabalhando e não ficaria bem para ele ser desmoralizado perante seus empregados, dentro de casa, perante D. Maria, sua esposa. Foi dado novo prazo para a apresentação, uma nova NAE (equivalente às atuais NAF, até na apresentação):</p>
<p>&#8211;    Quando o doutor quiser, reforçou o Sr. Antônio. Empregados eu não os tenho e se os tiver estarão todos registrados. A Lei é para ser cumprida. Tantas quantas vezes vier, o doutor será bem vindo. Quando quiser, pode entrar.</p>
<p>Ante a insistência do Sr. Antônio para entrar em sua residência, o fiscal avisou ao tintureiro:</p>
<p>&#8211;    Já que o Sr. insiste vou lhe mostrar que há mais gente trabalhando.<br />
&#8211;    Não seja por isso, pode entrar.</p>
<p>Entra o fiscal na parte residencial e encontra quatro tábuas de passar roupa com quatro ferros descansando, desligados, em posição. Com cuidado, encostou a mão no primeiro e estava quente; idem no segundo.<br />
Quando se encaminhava para os outros dois, na sequência, o Sr. Antônio explicou antes de mais nada:</p>
<p>&#8211;    Andávamos eu e a patroa passando roupa quando o doutor chegou… deu calor, e passamos a usar os outros dois ferros. Mas o doutor pode verificar, não há mais ninguém nessa casa.</p>
<p>De fato, prosseguindo na verificação, não havia mais pessoas que o casal português e o fiscal. Parecia plausível a explicação, mesmo com os quatro ferros quentes, em posição de trabalho. Ninguém mais.</p>
<p>&#8211;    Sr. Antônio, o Sr. não me convenceu. Vou voltar aqui e vou provar que há mais gente trabalhando. Vou dar até os seus nomes e endereços.<br />
&#8211;    O doutor pode crer que não há mais ninguém além de mim e da patroa. Volte quando quiser.</p>
<p>Passados uns quinze dias, volta o fiscal à tinturaria e avisa:</p>
<p>&#8211;    Sr. Antônio, é hoje que vou dar os nomes e os endereços de seus empregados. Isto sem sair daqui, sem necessidade de passar do balcão para dentro.</p>
<p>O Sr. Antônio, confiante e sorrindo disse:</p>
<p>&#8211;    Não há necessidade, vou ficar aqui mesmo, respondeu ao fiscal.</p>
<p style="text-align: justify;">Minutos depois entra na loja outro fiscal, conduzindo quatro senhoras, cada qual tendo na mão um cabide com as peças de roupa que estavam passando. Concluindo que a frase “pode entrar” era uma senha comandando a fuga das empregadas não registradas, colocara o outro colega num portão lateral, roteiro de fuga por onde as fujonas passavam e se escondiam em outra casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Resolvido o mistério dos três anos SE na lavanderia; resolvido o mistério dos quatro ferros de passar, quentes, junto às mesas apropriadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: Crônica publicada no livro &#8220;Essa nossa estrada &#8211; histórias fiscais II&#8221;, editada pela ANFIP em 1994.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>I Convenção Nacional &#8211; 1968</title>
		<link>https://www.anfip.org.br/memoria/i-convencao-nacional-1968/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ludmila Machado]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Nov 2018 20:04:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Memória]]></category>
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					<description><![CDATA[I Convenção Nacional &#8211; 1968  Nasce uma história  No então estado da Guanabara aconteceu a primeira Convenção Nacional da ANFIP, que reuniu Fiscais e Inspetores de Previdência Social em busca de união e da conquista de direitos &#160; A história das Convenções Nacionais começa onde também nasceu a ANFIP, na cidade do Rio de Janeiro....]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><u>I Convenção Nacional &#8211; 1968</u></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong><strong>Nasce uma história</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong><em>No então estado da Guanabara aconteceu a primeira Convenção Nacional da ANFIP, que reuniu Fiscais e Inspetores de Previdência Social em busca de união e da conquista de direitos</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A história das Convenções Nacionais começa onde também nasceu a ANFIP, na cidade do Rio de Janeiro. Em 1968, o Rio ainda era capital do estado da Guanabara, que deixaria de existir em 1975. A I Convenção Nacional dos Fiscais e Inspetores de Previdência foi realizada de 16 a 18 de julho de 68 no auditório do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).</p>
<p>A convocação anunciava que o evento: “deverá estabelecer as diretrizes a serem seguidas na elaboração e execução dos programas da Associação e eleger os Conselhos Executivo e Fiscal. Os estados estarão representados, na Convenção, por colegas eleitos pelos sócios efetivos quites de cada Unidade Federada”.</p>
<p>Em meio ao clima de novidade, a Convenção contou com representantes de 16 estados e do Distrito Federal. Os trabalhos contaram com seis comissões temáticas, que trataram de assuntos como Organização da Classe, Condições e Trabalho, Problemas Gerais da Previdência Social e Níveis Salariais. Nestes grupos menores acontecem discussões essenciais para a classe, pois permitem a análise em detalhes de temas que afetam a atuação profissional dos associados. Posteriormente, as decisões das comissões temáticas são discutidas no plenário da Convenção.</p>
<p>O evento contou com a presença, entre outras autoridades, do presidente do INPS, Luiz Torres de Oliveira, do presidente da Comissão Diretora do Funrural, Líbero Massari, do secretário de Pessoal, Jamal Chalhoub e do secretário de Arrecadação e Fiscalização, Salvador Paulino Dutra.</p>
<p>Durante a convenção inaugural, foram aprovadas quatro teses, com os títulos “Financiamento pelo INPS de Máquinas de Escrever e Calcular aos Fiscais e Inspetores de Previdência”, “Lotação de Fiscais em Cidades-Sede”, “Especialização e Consolidação de Normas sobre as Condições de Trabalho da Fiscalização” e “Inclusão da Gratificação nos Proventos da Aposentadoria”.</p>
<p>Os três dias de atividades dos Fiscais e Inspetores terminaram com 24 resoluções aprovadas, sendo a primeira “LUTAR pela unidade da classe, em torno da Associação Nacional, mantendo e prestigiando as atuais e estimulando a criação de novas associações estaduais.” Também foi definido que a sede da Entidade deveria ser na unidade da federação onde estiver sediada a Administração Central do INPS.</p>
<p>Nas questões trabalhistas, a Convenção decidiu, por exemplo, manifestar-se contra o excessivo deslocamento da fiscalização e defender a especialização, por meio de treinamento e rodízio adequados, em cada uma das múltiplas tarefas da Fiscalização de Previdência e Trabalho de todos os Fiscais e Inspetores. O plenário também demonstrou insatisfação com o excesso de modelos criados para uso na fiscalização.</p>
<p>Os convencionais ainda reconheceram o direito dos Fiscais e Inspetores a uma retribuição especial pela atualização de seguros de acidentes de trabalho e decidiram pleitear a incorporação da gratificação de produtividade aos proventos da classe, além de condenarem o sistema de aferição de produtividade por meio de pontos baseados em cargos burocráticos.</p>
<p>No balanço das atividades da I Convenção Nacional, ficou claro que o período foi essencial para unir Fiscais e Inspetores, como é possível ler no informativo veiculado depois do evento: “Certos estavam aqueles que, antes de qualquer campanha, pediam UNIÃO. Porque hoje podemos dizer aos colegas de todo o Brasil: vamos pedir, clamar, exigir o que é NOSSO DIREITO. Conscientes. Unidos. Organizados!”</p>

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