A arrecadação total das receitas federais alcançou R$ 2,886 trilhões em 2025, alta real (já descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo — IPCA) de 3,65% sobre o resultado de igual período de 2025 (R$ 2,652 trilhões). Em termos nominais, houve crescimento de 8,83%. É o melhor resultado registrado na série histórica, iniciada em 1995.
Dados relativos exclusivamente a dezembro mostram que a arrecadação federal do período somou R$ 292,724 bilhões, elevação de 7,46% em termos reais na comparação com igual mês de 2024 (R$ 261,265 trilhões); também o melhor resultado desde 1995. Em termos nominais, o resultado foi 12,04% superior ao de igual período de 2024.
As informações foram divulgadas nesta quinta-feira-feira (22/01) pela Receita Federal do Brasil (RFB) em entrevista coletiva realizada no Ministério da Fazenda, em Brasília, com abertura realizada pelo secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. “São números bonitos, em um crescimento importante. Considerando, inclusive, o patamar alto do ano anterior e receitas não recorrentes de 2024. Se desconsideramos as receitas não recorrentes [de 2024], o resultado teria sido ainda melhor”, destacou o secretário.
Na abertura da coletiva, Barreirinhas destacou que a Receita Federal está ingressando em 2026 sob uma mudança definitiva de paradigmas, abandonando “a postura antiquada de um fisco reativo e repressor” e adotando a postura de “uma nova Receita Federal que antecipa os problemas com os contribuintes, orienta os contribuintes e evita o litígio”.
Em relação ao novo cenário do Fisco, o secretário da Receita destacou a recente publicação da Lei Complementar nº 225/2026 (que instituiu o Código de Defesa do Contribuinte, tratando também de medidas para o tratamento dos devedores contumazes) e citou os avanços no diálogo com os contribuintes promovidos a partir da instituição dos programas Confia e Sintonia, de conformidade fiscal, agora impulsionados com a publicação da nova lei.
Os dados da arrecadação de 2025 foram detalhados pelo chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros (Cetad) da RFB, Claudemir Malaquias; e pelo coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, Marcelo Gomide, auditores-fiscais da Receita Federal. A entrevista foi presencial e contou com transmissão ao vivo, pelo canal do Ministério da Fazenda no YouTube (assista aqui).
Fonte: Receita Federal
