ANFIP é recebida por subsecretário de Fiscalização da RFB

O presidente da ANFIP, Floriano Martins de Sá Neto, e os vice-presidentes Vanderley José Maçaneiro (Assuntos Fiscais) e Maria Aparecida Fernandes Paes Leme (Relações Públicas) foram recebidos nesta sexta-feira (20/7) pelo subsecretário de Fiscalização da Receita Federal do Brasil, Iágaro Jung Martins, em Brasília (DF).

Além de vários assuntos relacionados ao trabalho da fiscalização, como o preocupante e insuficiente planejamento da ação fiscal do tributo previdenciário, que, segundo Maçaneiro, tem limitado o número de procedimentos fiscais do tributo, com o qual Jung também concorda, foi possível abordar na reunião aspectos relacionados à carreira e à forma como os Auditores Fiscais têm se portado diante da construção do futuro da Receita Federal. “Nós construímos a Receita e temos que mostrar para a sociedade que somos a melhor opção para manter o Estado funcionando”, disse o subsecretário sobre a importância de uma pauta positiva de atuação do órgão. “Qual a Receita o Auditor Fiscal quer construir?”, indagou Jung sobre essa imensa estrutura.

A conversa tratou ainda da questão da impunidade tributária, dos programas de refinanciamento de dívidas, da corrupção e da sonegação e da importância de se conceder ao Auditor Fiscal o poder de peticionar diretamente ao Poder Judiciário.

Na oportunidade, Floriano Sá Neto entregou o livro “A Reforma Tributária Necessária: Diagnóstico e Premissas”, resultado da análise dos especialistas e acadêmicos que integram o grupo da Reforma Tributária Solidária, instituído pela ANFIP e a Fenafisco. “A reforma tributária é a mãe de todas as reformas. Essa parceria com a fiscalização estadual é a melhor estratégia para se pensar num modelo completo para nosso país”, destacou.

O presidente explicou o desenvolvimento do trabalho e pontuou as premissas que sustentam as propostas que serão apresentadas aos presidenciáveis nas eleições deste ano. “Nossa intenção é influenciar de alguma maneira o candidato eleito”, destacou Floriano Sá Neto.

Iágaro Jung, ao opinar sobre a necessidade de se pensar num IVA (Imposto sobre Valor Agregado) com base nacional, como é feito em todo o resto do mundo, sobre a estrutura do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e sobre simplificação tributária, foi convidado a contribuir com os estudos para formatar um modelo tributário que traga justiça social, equilíbrio fiscal e desenvolvimento. “Suas opiniões e sugestões são bem-vindas”, disse Floriano Sá Neto.

Ao final, os dirigentes reafirmaram o posicionamento claro da ANFIP em defesa da carreira e se colocaram à disposição da Receita Federal para o desenvolvimento de trabalhos conjuntos.

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