ANFIP reúne-se com entidades do Fórum pela Redução da Desigualdade Social

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O assessor de Estudos Socioeconômicos da ANFIP, Vilson Antonio Romero, participou nesta terça-feira (23/2) da reunião do Fórum Nacional pela Redução da Desigualdade Social no Brasil. O encontro foi coordenado pelo conselheiro e ex-presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Wellington Leonardo da Silva, e contou com a presença de dezenas de lideranças de entidades de classe e movimentos sociais, além da associada Rita Felicetti.

Vilson Romero destacou que um grande instrumento de redução da desigualdade atualmente é o auxílio emergencial. “Imagino que depois de o governo ter cessado o pagamento, deve ter empurrado novamente cerca de 40 milhões de brasileiros para baixo da linha da pobreza, e isso um é tema relevante que nós devemos estar atentos às possibilidades. Temos que, de fato, exigir desse governo com a maior brevidade possível uma solução que independe da PEC Emergencial (186/19)”, alertou.

Na oportunidade, a ANFIP passou a integrar um grupo de trabalho que foi constituído e se reunirá posteriormente para a elaboração de um comunicado para a sociedade externando a preocupação do Fórum com a importância da continuidade do auxilio emergencial. O Fórum também publicará uma nota em prol da mobilização por vacinas contra a Covid-19 para todos.

Os representantes também discutiram as ações referentes ao eixo de trabalho n° 5 do Fórum, que tem por objetivo: combater o sistema político responsável pela reprodução da desigualdade social; implementar uma reforma política; e combater toda forma de desigualdade e a opressão às minorias. O Fórum realizará, em breve, um webinário para promover o debate sobre a garantia e concretização de direitos sociais à toda população, contribuindo com a definição de propostas e estratégias tendo em vista ampliar o escopo da democracia brasileira no que se refere à inclusão social e redução da desigualdade.

Foi apresentada ainda a minuta de nota pública do Fórum contra o PL 3.877/2020, que propõe a criação de depósito voluntário remunerado e pode ser votado a qualquer momento pela Câmara dos Deputados, e o PLP 19/2019, que dispõe sobre a autonomia do Banco Central. Segundo os representantes, este último deixará a política econômica sob influência ainda maior do setor financeiro, prejudicando a sociedade.