Seminário Internacional do Fonacate debate o enfrentamento à corrupção no Brasil

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O Fórum Nacional das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), do qual a ANFIP faz parte, em parceria com o Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), a Federação Nacional dos Auditores de Controle Interno Público (Fenaud) e o Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle (Unacon Sindical), reuniu virtualmente, nesta terça-feira (27/4) acadêmicos e profissionais da área pública para discutir as novas abordagens relacionadas ao fenômeno da corrupção no século XXI. Pela ANFIP, acompanhou o debate o assessor de Estudos Socioeconômicos, Vilson Antonio Romero.

Seminário Internacional de Enfrentamento à Corrupção no Brasil: como construir um futuro mais efetivo? tem o objetivo de identificar lacunas e possibilidades de superação da Corrupção no Brasil. A intenção é que, a partir da aproximação de diferentes perspectivas teóricas e práticas, seja possível encontrar elementos que subsidiem novas pesquisas sobre o enfrentamento em instituições governamentais.

Ao abrir o evento, Rudinei Marques, presidente do Fonacate, lamentou que em um momento de pandemia ações corruptas, como desvio de equipamentos médicos, auxílio emergencial e insumos em geral, privem a sociedade de obter a assistência do Estado que tanto necessita. “É de partir o coração, mas, isto também é um chamado para trabalhar o fortalecimento institucional e o aprimoramento dos mecanismos de controle e de gestão. Só estes permitirão a correta destinação do dinheiro público”, declarou.

Pela manhã, no primeiro painel, a diretora do Centro Europeu de Pesquisa em Anticorrupção e Construção do Estado, Alina Mungiu-Pippidi, apresentou os principais mitos e possibilidades nos desafios da superação da corrupção.

A palestrante explicou que para controlar a corrupção na democracia é preciso estabelecer um equilíbrio entre oportunidades ou recursos para isso são necessários: independência judicial; abertura comercial, para que não haja monopólios; transparência orçamentária; liberdade de imprensa; e cidadãos que sejam inspirados e desejosos de serem autônomos na defesa de si mesmos sem vender seus votos. O Brasil é o 70º país no índice de Integridade Pública (IPI) que engloba 117 países na pesquisa realizada pela palestrante, que avalia a capacidade de uma sociedade de controlar a corrupção com base nestas estratégias.

Mais tarde, Rudinei Marques, presidente do Fonacate, dividiu a mesa de debate “Democracia e corrupção: discussões necessárias” com os convidados Matthew Taylor, professor livre docente do School of International Service na American University, em Washington e Álvaro Ricardo de Souza Cruz, procurador da República em Minas Gerais.

O evento segue com mais três mesas de debate ao longo do dia que abordarão os temas: Corrupção, gestão e mecanismos de controle; Corrupção, sociedade civil e participação social; e Caminhos para uma definição de agenda efetiva de enfrentamento da corrupção no Brasil, com a participação de debatedores nacionais e internacionais.

Confira a programação completa no hotsite do seminário http://enfrentamento.com.br e assista ao evento na íntegra aqui.