Uma história do surgimento dos Encontros Nacionais da ANFIP (Aniceto Martins)

De repente, quando do XIX ENCONTRO NACIONAL, veio à minha lembrança uma cena muito peculiar ocorrida quando de minha Presidência do Conselho Executivo, em 1990, justo no momento em que acabara de ser reeleito para referida Presidência.

Lembro-me que reeleito presidente do Conselho Executivo da ANFIP, para o período de 1990/1991, fui surpreendido pelo grande amigo Pedro Dittrich Junior, que ocupara a Vice-Presidência de Aposentados e Pensionistas, do período que se encerrara, que não aceitou continuar na referida Vice-Presidência de Aposentados e Pensionistas, por ser contrário à reeleição de Presidente na ANFIP.

Diante de tal fato convidei de imediato, e só podia convidar a amiga Dijanete de Souza Lima, da Paraíba, que fora Vogal do querido amigo Pedro Dittrich, para assumir referida Vice-Presidência, ao que ela, para minha surpresa naquele momento tão inesperado, argumentou que não estaria à altura do trabalho desenvolvido pelo Pedro Dittrich e temia não ter um desempenho sequer próximo do desenvolvido pelo mesmo, em vários mandatos.

Embora atordoado pela inusitada situação, busquei socorrer a amiga Dijanete, afirmando que ela teria todas as condições de êxito na Vice-Presidência de Aposentados e Pensionistas, até por sua experiência de anos e do enorme carinho que sempre teve para com as coisas da ANFIP.

Confesso que eu estava meio quebrado com aquela situação que me surgira tão de repente, com a não aceitação do amigo Pedro Dittrich e o temor da amiga Dijanete, porém não esmoreci, insisti no convite, prometendo que tudo faria pelo êxito da ANFIP e desempenho dela na Vice-Presidência de Aposentados e Pensionistas, rogando a ela que não desistíssemos da busca constante do melhor para nossos associados com reflexos na melhoria da Previdência Social em nosso País.

A partir dali, foi período de meditação e oração para que encontrássemos um bom caminho para consolidação dos trabalhos de nossa Vice-Presidência de Aposentados e Pensionistas que tanto havia preocupado nossa amada colega Dijanete. Poucos dias depois, após rever eu o calendário regular da ANFIP, sobretudo sobre ocasiões de união de grupos envolvendo todo o País, me conscientizei que contávamos apenas com as Convenções Nacionais, como evento de âmbito nacional. Pensei que, a rigor, não havia um momento em que todos pudessem participar de modo menos formal, até mais prazeroso, vez que nas Convenções Nacionais havia um certo nível de política associativa, na medida que presentes os participantes eleitos em todos os Estados, que iriam discutir os caminhos da ANFIP e eleger, à época, sobretudo o Conselho Executivo.

Um novo encontro deveria principalmente fortalecer a confraternização de todos os associados, incentivando sobremodo a formação de uma “família” da nossa ANFIP. Daí, a partir do fato de que os aposentados não tinham um momento de união acima de questões efetivamente atinentes ao desempenho da valorosa ação dos Auditores Fiscais, aproveitando ainda para incluir  no rol de participantes pensionistas de Auditores Fiscais falecidos, após debate com a amiga Dijanete, da Vice-Presidência de Aposentados e Pensionistas, sugerimos que fosse proposto ao Conselho Executivo a realização de Encontro Nacional de Aposentados e Pensionistas, aberto também à participação de auditores em atividade.

A sugestão da Vice-Presidência de Aposentados e Pensionistas foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Executivo e, contando com a enorme colaboração de colegas do Espírito Santo, foi programado e realizado o 1º Encontro de Aposentados e Pensionistas da ANFIP na Ilha do Boi em Vitória, com participação de aposentados, auditores em atividade e pensionistas. E o Conselho Executivo da época considerou que o sucesso foi contagiante, fazendo constar no relatório do exercício daquele Conselho Executivo, quanto à Vice-Presidência de Aposentados e Pensionistas que “a iniciativa foi profundamente salutar para a entidade, revigorando-a sobremodo”.

O sucesso foi tão grande que o Encontro passou a Encontro Nacional dos Auditores Fiscais, sendo o último, o décimo-nono (XIX), no Rio de Janeiro, e temos certeza que será continuado enquanto houver a ANFIP.

Não esqueço da apresentação do Grupo Chapeleiro, no último Encontro, e da afirmação de que “CAIR NO BURACO” é uma situação que envolve todos nós, ou seja: cada um cair em si, e neste propósito, numa resposta que veio à cabeça, naquele instante, estimulado pelo Chapeleiro: “É PRECISO TER SEMPRE CORAGEM PARA ENCONTRAR ESPAÇO PARA NÃO DESISTIR DA VIDA ”.

Parabéns ao presidente da ANFIP Nacional, Carlos José Castro, e ao presidente José Arinaldo Gonçalves Ferreira, da ANFIP-RJ, e a todos os participantes, pelo êxito do XIX ENCONTRO NACIONAL DOS AUDITORES FISCAIS DA RECEITA FEDERAL. 

Foi possível ver a “FAMÍLIA ANFIP” mais uma vez reunida numa comemoração inesquecível.

Aniceto Martins
Ex-presidente da ANFIP

Rio de Janeiro, 24 de setembro de 2026.

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