Saúde do homem: Maturidade ou defesa de classe?

A despeito da fala do Lula sobre a saúde masculina, lembrei da última vez que fui ao cardiologista. Já estava acostumado com o médico anterior, mas, depois que ele deixou a clínica, tive de me consultar com outro profissional.

Apresentei todos os exames solicitados, recebi uma nova receita e, graças a Deus, não foi constatada nenhuma anormalidade.

Em determinado momento, comentei sobre minha intenção de procurar um endocrinologista. Queria orientação profissional para não ficar tomando suplementos por conta própria e pedi algumas indicações. Prontamente, o cardiologista me sugeriu dois nomes.

Perguntei se atendiam pelo meu plano de saúde. Foi então que ouvi uma afirmação que me chamou a atenção: bons médicos não atendem por planos de saúde.

Na mesma hora, pensei: que tipo de argumento é esse? Será que ele próprio, especialista em cardiologia, também se considera um médico de segunda categoria por atender conveniados?

Às vezes, percebo que estou cada vez mais crítico em relação às coisas que acontecem ao meu redor. Seria isso um sinal de maturidade? Ou apenas o resultado de quem, com o passar do tempo, aprende a questionar aquilo que antes talvez aceitasse sem maiores reflexões?

É inegável que a ciência avançou muito. Os exames, como o eletrocardiograma, os exames de sangue e o teste de esforço, entre tantos outros recursos, fornecem informações valiosas para a avaliação médica. Evidentemente, cabe ao profissional interpretar os resultados em conjunto com o histórico e as condições de cada paciente para definir a conduta adequada.

Não levei aquela conversa adiante. Depois de uma rápida pesquisa na internet, encontrei diversas clínicas especializadas em endocrinologia que atendem pelo meu plano de saúde.

Cheguei, então, à conclusão de que aquela afirmação talvez tenha sido mais um lampejo de defesa corporativa do que uma constatação baseada em critérios objetivos.

Afinal, há bons e maus profissionais em qualquer área, independentemente de atenderem por convênios ou exclusivamente no particular. O que distingue um bom médico não é simplesmente a forma como cobra pela consulta, mas sua competência, sua ética e o respeito ao paciente.

Bobo é quem não defende a própria classe! O problema começa quando, para defender os interesses de uma categoria, alguém precisa desqualificar os demais.

E você, leitor, o que acha? Isso é maturidade crítica ou apenas mais um exemplo de corporativismo? Maturidade ou defesa de classe?

× Available on SundayMondayTuesdayWednesdayThursdayFridaySaturday

Visão Geral de Privacidade

Este website utiliza cookies de modo que possamos oferecer a melhor experiência de navegação possível. As informações de cookie são armazenadas no seu navegador e executa funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e nos ajuda a entender melhor as seções do nosso site e como exibir melhor o conteúdo mais adequado.