ANFIP e Fonacate avaliam teletrabalho e retorno presencial no serviço público 

Nesta terça-feira (14/7), durante assembleia geral extraordinária, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) discutiu pontos relevantes sobre as reuniões realizadas com a Secretaria de Gestão de Pessoas do Ministério da Economia (SGP/ME); ampliação do teletrabalho no serviço público; avaliação do possível retorno às atividades presenciais do funcionalismo; além de ações da Comissão Parlamentar da entidade. Pela ANFIP, o presidente Décio Bruno Lopes e o assessor de Estudos Socioeconômicos, Vilson Antonio Romero, acompanharam a reunião virtual conduzida por Rudinei Marques, presidente do Fórum.

Abrindo a webconferência, Rudinei Marques apresentou os pontos observados nas duas reuniões já realizadas com a SGP/ME, citando os impactos e as atuais dificuldades das atividades administrativas devido à falta de equipamentos adequados e de metodologias para o trabalho em home office. “Na oportunidade, fizemos críticas gerais a implementação do teletrabalho por meio da experiência da CGU [Controladoria-Geral da União]. É sabido que hoje os órgãos estão exigindo maior produtividade, sobrecarregando os servidores em um momento de crise social e econômica, não podemos permitir essa situação”.

Para apresentação em nova reunião com a SGP/ME, nesta quarta-feira (15/7), o presidente da ANFIP, Décio Bruno Lopes, solicitou apoio do Fórum em relação aos períodos de férias dos servidores. “O ministério da Economia precisa reavaliar e compreender que o servidor, bem como toda a sociedade, foi pego de surpresa com a pandemia. Não tínhamos esse script, temos o direito de rever o período de férias para aproveitá-lo em um novo momento”, ressaltou Décio Lopes.

Diálogo com os filiados

O assessor de Estudos Socioeconômicos, Vilson Antonio Romero, ponderou aos participantes a importância de as carreiras realizarem um levantamento em suas respectivas entidades para entender a necessidade de seus filiados. “Devemos ter um diagnóstico das condições de trabalho em home office. Dentro desse quesito, vamos avaliar quais exigências têm sido feitas aos servidores, as questões emocionais e os que os servidores pensam sobre o retorno da atividade presencial”.

Romero também reforçou aos presentes que este cenário acontece não somente na esfera federal. “As carreiras devem ficar atentas nos estados e nos municípios para que possamos exigir em todas as esferas melhores condições no teletrabalho, com condições sanitárias na sua execução e a segurança indispensável no retorno das atividades presenciais.”.

Na assembleia, as carreiras avaliaram como fundamental para retorno seguro das atividades presenciais medidas e estratégias eficientes por parte da administração pública, além do uso de equipamentos de segurança cedidos pelos órgãos.