ANFIP-CE divulga trabalho do escritor Manoel Lucena

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Em entrevista publicada no site da Estadual da ANFIP no Ceará (ANFIP-CE), dentro da atividade chamada Cantinho de Conversa, a equipe de Comunicação Social da entidade entrevistou o escritor e Auditor Fiscal aposentado Manoel Lucena, que já publicou 20 livros, sendo 17 romances e 3 contos. As publicações estão disponíveis em formato e-book, nas principais livrarias digitais. Confira a seguir:

Quando você começou a escrever?

Manoel Lucena – Com a aposentadoria do cargo de Auditor Fiscal pelo Ministério da Fazenda, hoje Ministério da Economia, ocupei o cargo de Diretor do BNB. Em setembro de 2016, logo após me aposentar da vida corporativa, como eu estava saindo deste cargo do BNB, a lei exigia que fosse cumprida uma quarentena de seis meses. Então, de repente, depois de 37 anos trabalhando, lá estava eu sem poder trabalhar. Inquieto, comecei a escrever.

De onde vem a sua inspiração?

ML – Vem da vida! Das experiências do dia a dia, do observar a humanidade, nossos desejos, dores e alegrias…

Se inspirou em alguém, em algum outro escritor? Quem é seu escritor preferido?

ML – O ato de escrever, de contar histórias, é muito pessoal, eu acredito. Cada um tem seu estilo próprio, suas preferências, que são elaboradas por meio das crenças e valores que cada um cultiva na própria vida. Na verdade, eu sempre li muito, sempre gostei de novela, de cinema, da arte de modo geral. Ela nos abre horizontes e nos fortalece a alma. Não tenho um autor preferido nem me inspirei em alguém. Acho que sou uma mistura de tudo que li e leio. Poderia citar alguns nomes que me fizeram refletir: Fritjof Capra, Pietro Ubaldi, Euclides da Cunha, Aloisio Azevedo, Machado de Assis, Leon Denis, Marcelo Gleiser, Uberto Rohden e muitos outros.

Como é seu processo de criação?

ML – Desde setembro de 2016, eu escrevo praticamente todos os dias. Escrevo pela manhã; leio à tarde e vejo filmes, novelas e seriados à noite. Sento-me em frente ao computador e deixo as ideias fluírem, às vezes elas vêm em aluvião, às vezes quase não saem. Às vezes surgem  no banheiro ou na cama quando me deito. Outras vezes, escrevo páginas e mais páginas dirigindo ou passeando no shopping, apenas mentalmente. Quando chego em casa tento me lembrar e passar para o papel. É mais do que isso, tenho dificuldade de explicar: não planejo nada, simplesmente vou escrevendo, sem roteiro pré-definido.

Quantos livros já escreveu nesses quase seis anos?

ML – São 17 romances e 3 contos. Disponíveis nas principais livrarias digitais (pesquisar por Manoel Lucena) a preços módicos ou de graça para quem tem assinatura das plataformas, todos no formato e-book. Tenho também minha página manoellucena.com. Os dez primeiros também estão disponíveis na Editora Chiado.

Nossa, que produção! De que tratam seus romances?

ML – Tratam da nossa vida, sob uma perspectiva da imortalidade da alma. Todas as minhas histórias vão além de uma mera existência aqui na Terra. Tem amor, desamor, política, nossas inexpugnáveis misérias: egoísmo, fome, intolerância, preconceito. Mas, há sempre uma possibilidade de acerto no final. Apesar de tratar dos nossos sofrimentos, aceno sempre com a reconciliação e com a paz.

Você participou do primeiro concurso de contos da ANFIP e foi premiado.

ML – É verdade. Meu conto ficou em terceiro lugar e o do nosso colega Walter [de Carvalho] ficou com o primeiro lugar. Aliás, só participei por insistência de Ercília [Leitão]. Escrevi meio a toque de caixa, porque estava no meio de um novo livro.

Tem algum dos seus livros que você goste mais?

ML – Tem os que gosto menos, talvez os primeiros, quando estava muito verde. Depois do terceiro ou quarto a experiência foi se consolidando. Recebo elogios sobre O Juiz, livro mais vendido. Mas gosto muito dos seguintes: O escritor e o engodo, A nuvem, A ateia e o presidente, Reconciliação… ah, eu gosto de todos, são meus filhos diletos.

Quer deixar uma última palavra?

ML – Gratidão à ANFIP por esse espaço, gratidão a Deus, seja Ele o que for, gratidão à vida! Gratidão aos meus revisores Edmilson Nascimento e Elisângela Viana. Por favor, leiam meus livros e contos. Abraço e obrigado!