ANFIP prestigia evento no Planalto com centrais e lideranças do serviço público

223

O presidente da ANFIP, Vilson Antonio Romero, participou nesta quarta-feira (18/1), no Salão Nobre do Palácio do Planalto, do evento promovido pelo governo federal, em conjunto com centrais sindicais e lideranças dos servidores públicos, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Romero, que na oportunidade também representou a Pública Central do Servidor, juntamente com o vice-presidente Hugo René de Souza, reforçou a relevância do encontro. “É importante que haja essa interlocução e diálogo entre representações dos trabalhadores e governo para definir a forma mais adequada e responsável de valorizar o piso salarial da iniciativa privada”, disse. Durante a reunião o governo anunciou um grupo de trabalho com representantes das centrais para, no máximo, em três meses, formular uma proposta de política de valorização do salário mínimo.

Em discurso, Hugo René de Souza reforçou ainda a necessidade de o governo investir na valorização dos servidores públicos e cobrou a retirada da PEC 32/20 de tramitação. “Essa proposta é a destruição total do serviço público, a destruição do acesso às políticas públicas. A PEC tem que ser retirada com urgência”, frisou.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou também que serão formados, no prazo de 30 dias, mais dois grupos de trabalho, um para a negociação coletiva e fortalecimento dos sindicatos e outro para propor a regulação para trabalhadores de aplicativos. Para os servidores públicos, Marinho garantiu que vai organizar uma agenda, sob a liderança da ministra da Gestão, Esther Dweck, para discutir as pautas do setor.

Luiz Inácio Lula da Silva criticou a queda da massa salarial, que atingiu a iniciativa privada e o serviço público, que ficou, em sua maioria, sem aumento nos últimos anos. A proposta a partir deste encontro, segundo o presidente, é construir o estabelecimento de novos direitos, numa economia totalmente diferente da dos anos 80. “O mundo do trabalho mudou. Não queremos que o trabalhador seja um eterno fazedor de bico, queremos que o trabalhador tenha direitos garantidos e que tenha um sistema de Seguridade Social que o proteja”, afirmou.