A ANFIP Nacional foi destaque no programa Manhã Bandeirantes, da Rádio Bandeirantes. O vice-presidente de Assuntos da Seguridade Social, Wanderson Dias Ferreira, falou sobre os possíveis impactos de uma nova reforma da Previdência. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Rodrigo Vilela e exibida em 14 de setembro.
Durante a conversa, Wanderson Ferreira chamou atenção para os efeitos que mudanças nas regras de acesso às aposentadorias podem provocar não apenas na Previdência Social, mas também na Assistência Social e na economia dos municípios brasileiros. Segundo ele, medidas que dificultem o acesso aos benefícios previdenciários podem ampliar a demanda pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aumentar a pressão sobre a rede de proteção social.
“Essas medidas, apesar de muito bem-intencionadas, por pessoas gabaritadas para executá-las, padecem de um certo convívio harmônico com a Constituição Brasileira”, afirmou o dirigente.
O vice-presidente da ANFIP destacou que o BPC já atende 6,2 milhões de beneficiários, enquanto a informalidade alcança 37,5% do mercado de trabalho, o equivalente a cerca de 38,8 milhões de pessoas. A projeção analisada pela Entidade indica que o número de beneficiários do BPC poderá chegar a 14,1 milhões em 2060, reforçando a necessidade de avaliar os efeitos de eventuais mudanças previdenciárias sobre a Assistência Social.
Outro ponto abordado foi o financiamento da Seguridade Social, que, conforme estabelece a Constituição Federal, deve ser analisado de forma integrada, considerando Previdência, Saúde e Assistência Social. De acordo com dados analisados pela ANFIP, descontadas as renúncias tributárias, estimadas em R$ 290 bilhões anuais, a Seguridade Social registrou saldo positivo de R$ 42,5 bilhões em 2025.
Para a Associação, qualquer proposta de alteração nas regras previdenciárias deve ser precedida de amplo debate público, envolvendo trabalhadores, aposentados, especialistas e entidades representativas, além da análise dos impactos sociais, econômicos e federativos das medidas.
“A gente já trabalha e milita há bastante tempo analisando a Previdência Social e, bem mais, a Seguridade Social no Brasil”, destacou Wanderson Ferreira.
