O presidente da ANFIP Nacional, Carlos José de Castro, os vice-presidentes Executivo, Miguel Nôvo, e de Assuntos da Seguridade Social, Wanderson Ferreira, e o assessor Socioeconômico, Vanderley Maçaneiro, apresentaram ao deputado federal Heitor Schuch (PSB/RS), em reunião nesta quarta-feira (8/4), na sede da ANFIP, um panorama detalhado da Previdência Social brasileira, com ênfase na realidade dos trabalhadores.
O levantamento reuniu dados atualizados e uma análise comparativa entre os sistemas urbano e rural. Atualmente, o país possui cerca de 40 milhões de benefícios ativos. Em 2024, as despesas alcançaram aproximadamente R$ 1 trilhão, frente a uma arrecadação de cerca de R$ 700 bilhões, evidenciando uma necessidade de financiamento.
A apresentação também destacou que cerca de 80% dos benefícios são urbanos, enquanto 20% são destinados ao meio rural. Os benefícios exercem papel estratégico na economia local: em aproximadamente 76% dos municípios brasileiros, os valores pagos pela Previdência superam os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), demonstrando sua relevância para a circulação de renda, especialmente no interior do país.
Outro ponto de destaque foi o recorte regional. No Rio Grande do Sul, por exemplo, foram registrados cerca de 2,68 milhões de benefícios previdenciários em 2023, sendo mais de 2 milhões urbanos e cerca de 644 mil rurais, o que evidencia a forte presença da Previdência na dinâmica econômica estadual. O estado também concentra algumas das maiores proporções de aposentados em relação à população no país.
Durante o encontro, foram debatidas alternativas de financiamento do sistema previdenciário, incluindo propostas em discussão no Congresso Nacional, como a revisão da base de contribuição e a possibilidade de incidência sobre o faturamento de setores econômicos.
Também foi abordada a transformação no mercado de trabalho, com o crescimento de atividades vinculadas a plataformas digitais, que ainda apresentam baixa contribuição previdenciária. Nesse contexto, destacou-se a importância de discutir novos modelos de financiamento que acompanhem essas mudanças, garantindo a sustentabilidade do sistema no longo prazo.
Ao final, foi informado que está em fase de elaboração uma nova edição do estudo anual da Entidade, a Análise da Seguridade Social, com previsão de lançamento entre junho e julho. A publicação trará dados atualizados e análises mais aprofundadas sobre o tema e estará disponível em formato digital, com acesso gratuito, como forma de contribuir para o debate público qualificado.


