Família de Auditor Fiscal falecido é vítima de golpe em Brasília; filha relata o caso

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Na última quarta-feira (25/11), uma pensionista associada à ANFIP, filha de um Auditor Fiscal já falecido, foi vítima de estelionato em nome do Tribunal de Contas da União (TCU), por suposto Auditor autointitulado “Paulo Tavares”. O crime foi aplicado por meio de ligação direta ao telefone residencial da família, gerando um prejuízo de quase R$ 9 mil.

Durante a chamada, o malfeitor constatou a liberação de valores, referente a um dos processos em tramitação na Justiça Federal do DF (SJDF), no qual o pai é pólo ativo, representado pela ANFIP.

Em contato com os criminosos, a pensionista foi ludibriada com informações detalhadas e falsas, levando-a a transferir parte dos valores solicitados “a título de prestação de serviço”. Segundo a vítima, só foi possível identificar e denunciar o golpe “tendo em vista a informação inicial de que a causa ganha foi uma ação civil pública e que não caberia recolhimento de imposto”.

A ANFIP alerta que nenhum servidor público, de qualquer órgão, ou advogado entra em contato com partes envolvidas em ações judiciais da Entidade para tratar sobre valores a receber ou a pagar. O pagamento de honorário a advogados, em caso de precatórios, já é destacado no processo, ou seja, o Auditor Fiscal ou herdeiro recebará o valor líquido com os honorários já descontados. Não há que se falar em qualquer depósito prévio para liberação de valores discutidos em ação. 

A Entidade  reafirma a importância de não confirmar dados pessoais em hipótese alguma e, antes de tomar qualquer atitude, em caso de o golpe ser dado em nome de instituições ou pessoas do seu conhecimento, entre em contato antes para se certificar dos fatos narrados. A Entidade tomou conhecimento também que cartas estão sendo enviadas, com a marca da ANFIP, em alguns golpes que estão sendo aplicados (confira aqui um exemplo).

Lembre-se: nunca deposite valores em contas em troca de liberação de qualquer outro valor maior, seja ele intitulado de precatório, de seguro, de previdência privada, de fundos. Estelionatários usam de todos os meios para obter essas quantias, mudando apenas o termos da narrativa contada.   

Confira as informações falsas repassadas pelos golpistas neste caso relatado:

Nomes: Paulo Tavares, Leticia Cardoso, Lívia Maria Cardoso Nogueira, Antônio R. de Paula Souza e Luiz Eduardo Alves (OAB/SP60.090).

Números de telefone: (61) 9 9613-6386, (61) 9 9655-5422, (61) 9 9619-3681, (61) 2017-0793 e (61) 2017-0790.

CPFs: 003.632.443-44 e 039.838.683-80.

Protocolos: nº 4581990-720.

E-mails: conselhonacional.p.2020@gmail.com e cartoriofederal2@hotmail.com.

Vale lembrar que todos os e-mails oficiais do governo federal possuem a extensão “gov” como comprovação de veracidade da conta; evitando possíveis fraudes em nome de entidades governamentais. Todos os domínios “gov.br” registrados no Registro.br e seus responsáveis podem ser consultados AQUI, incluindo os respectivos órgãos, localidades, URLs, CNPJs e datas de registro.