Educação financeira e previdenciária: o futuro é agora

Duas questões que se tem falado nos últimos dias é que o povo está endividado e que há uma considerável informalidade nas relações de trabalho. Realmente são duas questões preocupantes e de grandes consequências na vida das pessoas e que não se vislumbram solução de curto prazo, haja vista a baixa remuneração do trabalho assalariado e o crescente aumento da pejotização em que os antigos empregados se tornam empregadores deles mesmos prestando os mesmos serviços, aos mesmos empregadores, como pessoas jurídicas.

Essa ilusão de agora ser um empreendedor, um empresário, leva à sensação de que o valor obtido nesse trabalho terceirizado esteja todo disponível para gastos sem se preocupar com os custos do empreendimento e nem com o futuro, ou seja, viver o hoje porque o futuro a Deus pertence. O fato é que a falta de uma conscientização quanto à importância da previdência social e em relação à formação de um colchão de solvência (ou seja, uma poupança de sobrevivência para momentos de infortúnio) podem piorar ainda mais esse estado de coisas.

Mas, é possível melhorar essa situação? Penso que sim. O primeiro passo a ser dado poderia ser o investimento maciço dos governos na educação financeira e previdenciária de forma a levar às escolas públicas e privadas, desde o ensino fundamental, a conscientização quanto à importância da contribuição previdenciária para fazer face aos benefícios previdenciários em momentos de infortúnio, na idade avançada e no momento em que se implementar as condições para alguma aposentadoria. Ademais, levar a essas escolas as primeiras noções de economia/finanças pessoais e investimentos de forma a conscientizar os alunos acerca da importância de se destinar parte do que se ganha para reserva de poupança, seja para sobrevivência, seja para investimentos. Um segundo passo poderia ser os meios de comunicação de massa também iniciarem essa campanha de conscientização reservando espaço de suas mídias para esse grande serviço social.

Posso dizer que, tendo nascido na área rural, em família muito humilde e tendo passado bastante necessidade na minha infância e adolescência, aprendi desde cedo com a minha família que não podemos gastar tudo que ganhamos, nem consumir desenfreadamente tudo o que conseguirmos. Há que se reservar parte que servirá como socorro para o dia de amanhã. Também, tendo sido servidor da Previdência Social, desde cedo passei a perceber a importância da previdência na vida das pessoas, principalmente dos trabalhadores, sejam eles empregados, empregadores, autônomos, contribuintes individuais e segurados facultativos, inclusive da área rural. E por isso tornei-me um disseminador da previdência para as mais diversas pessoas com quem me vejo falando sobre esse assunto, principalmente com trabalhadores rurais, trabalhadores em aplicativos, micro empreendedores individuais – MEI, entre outros.  E tendo trabalhado na Superintendência da Previdência Complementar, pude compreender ainda mais de perto a importância da previdência  privada, seja aberta ou fechada, como uma formação de reserva de longo prazo, mesmo porque já  fazia tempo, eu havia feito plano um plano de previdência  privada para cada um dos meus filhos, um desde os seis anos de idade, outro, desde o nascimento, o que possibilitou a cada um deles um considerável saldo disponível à disposição quando completaram a maior idade. Seja você também um disseminador da importância da previdência social pública e/ou privada, de forma a contribuir positivamente para livrar uma legião de trabalhadores de ficar à beira do caminho esperando a morte chegar, ou então ficar à espera de um benefício gratuito de governos, que podem não conseguir.

Vale lembrar que há mais de dez anos a ANFIP Nacional é instituidora de um plano de previdência privada fechada – JUSPREV à disposição de seus associados e seus familiares por meio do qual cada um poderá planejar o seu futuro e de seus filhos, netos, irmãos e outras pessoas por afinidade, além de poder abater do Imposto de Renda, até 12% da renda tributável. Você já pensou o quanto esse plano poderá ser útil na vida de um ente familiar, inclusive como um planejamento sucessório? Não fique alheio, não seja cético, procure se inteirar do assunto e ser mais um participante. De alguma forma será útil para você e para quem você destinar parte dos recursos mantidos em instituições financeiras e sem ter certeza que será melhor do que o plano colocado à sua disposição.

Assim, não deixe para depois, não fique naquela de que “Deus proverá”. Faça você mesmo, comece hoje, pois o seu futuro é agora.

Décio Bruno Lopes
Assessor da Presidência

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