Debate sobre o funcionalismo em tempos de pandemia acontece no RJ

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Foi realizada, neste sábado (20/6), a 3ª live de uma série de webinários que está acontecendo em todo o Brasil em defesa dos direitos dos servidores e por um serviço público de qualidade. Os debates, promovidos pela Frente Parlamentar do Serviço Público, já aconteceram em Minas Gerais e São Paulo, e, desta vez, foi organizado por entidades parceiras do estado do Rio de Janeiro.

O evento contou com a presença dos parlamentares Paulo Ramos (PDT-RJ), Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ), Leonel Brizola Neto (PSOL-RJ), Paulo Garrido (ASFOC-SN), Sandro Cezar (CUT) e Ana Paula do Couto (SINDJUSTIÇA-RJ). Pela ANFIP, acompanhou o assessor de Estudos Socioeconômicos, Vilson Antonio Romero.

Paulo Ramos, deputado federal, situou o atual momento como sendo de resistência. “Além de nos mobilizarmos para garantir um estado democrático, para salvar vidas, precisamos de um plano nacional. O que temos agora não é nem Estado mínimo, é Estado nenhum”, completou. Vale lembrar que Ramos criticou duramente o presidente do Senado por ter sido o relator do projeto que congelou o salário dos servidores, o que, segundo o deputado, é uma “imoralidade”. Ainda, o parlamentar aproveitou a oportunidade para homenagear os servidores públicos, sobretudo os da área da Saúde.

A deputada estadual Enfermeira Rejane defendeu a criação e o fortalecimento de uma frente que lute com diversas pautas por um objetivo comum. “O pacto que temos que fazer é um pacto pela vida, pela democracia e pela soberania nacional. Para isso, precisamos fazer uma grande frente ampla, cada um com sua pauta. Vamos defender a democracia no nosso país”, acrescentou.

Leonel Brizola Neto, vereador do estado, levantou a perspectiva educativa, principalmente em épocas de crise. “Sem educação não há nada. Não há desenvolvimento, não há trabalho qualificado, não há distribuição de renda. Mais do que nunca nós precisamos ampliar nossa aliança, porque não é mais a democracia que está em jogo, e sim o próprio processo civilizatório que está em risco. A defesa do Estado brasileiro e do serviço público é essencial para sairmos desse subdesenvolvimento”.

Paulo Garrido, mais conhecido como Paulinho, presidente da Asfoc-SN, comentou sobre o diagnóstico do país, que revela uma enorme desigualdade e concentração de renda marcante em sua formação social, e defendeu a Reforma Tributária Solidária, elaborada pela parceria entre ANFIP e Fenafisco. Segundo ele, é necessário construir propostas capazes de avançar a constituição de uma sociedade solidária, mais justa, igualitária e responsável com relação ao meio ambiente, além de proporcionar geração de empregos, fortalecimento do mercado interno e investimentos em políticas de renda mínima e de caráter permanente.

Sandro Cezar, presidente da CUT, posicionou-se em defesa do público, afirmando que as entidades do setor público e os setores progressistas da sociedade devem defender, com afinco, a “coisa pública”, ressaltando o papel do setor público no enfrentamento a pandemia e trabalhando a ideia no pós-pandemia para informar a sociedade e para a continuidade da democracia no Brasil.

A diretora do Sindjustiça no Rio de Janeiro, Ana Paula do Couto, pautou a diferença entre os servidores do Judiciário e Magistratura e defendeu o enfrentamento à reforma Administrativa como uma pauta permanente. “Não consigo ver a materialização do Estado sem a figura do serviço e do servidor público. O maior desafio que temos nesta trincheira de valorização da vida, do trabalho e do serviço público é conseguir desconstruir essa narrativa de demonização do serviço público e de supervalorização do que é privado”, disse.

Assista essa e as outras lives da série na íntegra pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=7-altCNUCqk. Para mais informações, acesse o site da Frente Parlamentar.