Auditoria da Dívida lança campanha “É hora de virar o jogo”

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O vice-presidente Executivo da ANFIP, Márcio Humberto Gheller, acompanhou nesta quarta-feira (12/8) o lançamento da campanha “É hora de virar o jogo”, idealizada pela Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), que visa mobilizar a sociedade para modificar o modelo econômico atual, o qual tem produzido escassez, miséria e atraso, que não combinam com a abundância que existe em nosso país.

Para a coordenadora da ACD, a Auditora Fiscal Maria Lucia Fattorelli, esse modelo econômico tem sido responsável por impedir que a abundância que existe no Brasil esteja presente na vida de todas as pessoas, colocando todos nós, brasileiros e brasileiras, em um cenário de escassez inaceitável, que destoa completamente da imensas riquezas que existem no Brasil. “Esse modelo errado privilegia o setor financeiro nacional e internacional, cuja cabeça é o banco de regulações internacionais, instituição privada que se diz banco central dos bancos centrais”, explica.

Márcio Gheller cumprimentou as mais de vinte entidades presentes e destacou que a ANFIP não se furta em discutir as reformas que estão sendo apresentadas ao Parlamento, tanto no que se refere à dívida pública, e seu comportamento com uma Selic em dois pontos percentuais, quanto à pandemia que se abate sobre o Brasil. O vice-presidente destacou também as outras frentes de debate que estão abertas, como a reforma do sistema dos tributos, a reforma administrativa e os reflexos da reforma da Previdência. “Os Auditores Fiscais da Receita Federal e suas entidades representativas não podem se furtar ao debate, em todos os níveis, de todos esses temas”, frisou.

O atual modelo é implementado por diversas medidas econômicas como a Emenda Constitucional 95 (teto de gastos); as privatizações; o sistema da dívida; as reformas, como a da Previdência e a trabalhista; o esquema da securitização (desvia recursos que sequer alcançarão os cofres públicos), e a proposta de independência do Banco Central.

Ao longo da campanha, programada para três meses, será desenvolvida a conscientização de que é preciso unificar as lutas e construir uma grande mobilização social para a implementação de outro modelo econômico, no qual o Estado Social seja forte e garanta vida digna para todas as pessoas.